O IPCA-15 de setembro de 2026 registrou variação de 0,70%, segundo os indicadores do IBGE reconsultados em 28 de setembro. O indicador é conhecido como prévia da inflação e não deve ser confundido com o IPCA fechado do mês.
O IPCA de agosto de 2026, por sua vez, foi de -0,32%. Os períodos de referência são diferentes: vale conferir o nome e o mês de cada indicador antes de comparar números.
O índice não é a sua lista de compras
A inflação é medida a partir de uma cesta de bens e serviços. Uma família que gasta mais com determinados itens pode perceber uma mudança de preços diferente da média.
Para entender o efeito no seu orçamento, acompanhe os grupos que mais pesam nas suas despesas. Compare períodos equivalentes e registre também mudanças de quantidade: gastar mais nem sempre significa que o preço subiu na mesma proporção.
Um exemplo para ler a compra com calma
Suponha que um produto custava R$ 10 e passou a R$ 11, mantendo a mesma quantidade na embalagem. Nesse exemplo hipotético, a alta do preço é de 10%. Se você comprou duas unidades em vez de uma, o gasto total também mudou pela quantidade. São duas informações diferentes.
É por isso que a comparação do valor total de dois cupons, sozinha, não mostra a inflação da sua casa. Marcas, embalagens, quantidade de pessoas e hábitos de consumo podem ter mudado entre as compras.
O que vale acompanhar no próximo mês
Escolha alguns itens frequentes, em vez de tentar monitorar tudo. A ideia é ter uma referência útil para as decisões do dia a dia.
- Registre produto, quantidade, preço e data da compra.
- Compare o preço por uma mesma unidade, como quilo ou litro.
- Reveja o orçamento pelos gastos que mais pesam para você, sem aplicar automaticamente o índice geral a todas as contas.
